terça-feira, 23 de maio de 2017

he fucks me like I'm a piece of art.

I'm cute and small
and such a fragile little whore
and you know I want it all
love, money, and more, more, more

I told my psychiatrist
that something is wrong with me
forget the medicines and cutting​ wrist
now my sugar daddy is all I can see

he doesn't call me love, or sweetheart
he calls me babydoll and little one
he fucks me like I'm a piece of art
and like 6 times in a row, that's how much he makes me cum

you can say he's being mean
I know it sounds like he's a bad boy
cause he's forty six and I'm nineteen
but when he kisses me I can feel I'm not just a toy

love love love
what is it good for? absolutely nothing
i love him.
I fucking love him.

domingo, 30 de abril de 2017

eu sonhei com voce.

eu sonhei que você beijava outra garota na minha frente e eu olhava tudo de perto e mesmo no sonho a dor foi tão forte que só de lembrar eu quero chorar

eu sonhei que você não gostava mais de mim e eu percebia que seu olhar ficava opaco e não tinha mais brilho quando me via e mesmo no sonho o desespero foi tão grande que só de lembrar eu quero gritar

eu sonhei que você me desprezava e eu chorava na sua frente e você nem se importava e mesmo no sonho eu sofri tanto que só de lembrar eu quero nunca mais sonhar

eu sonhei que você ia embora da minha vida mais do que você já foi de verdade e mesmo no sonho eu ficava tão sem rumo que agora eu nunca mais quero cochilar

sábado, 29 de abril de 2017

NMJ 19.12.16

eu tentei escrever que amei você desde o primeiro contato. eu ia escrever "eu amei você quando você disse sim pro meu pedido de socorro", mas só de escrever essa frase eu fico triste. porque é tão verdade. eu lembro da gente conversando no telefone, eu precisando de ajuda mas você falando daquela menina, porque eu sempre estive ali por você, e você esteve ali por mim. eu lembro da gente sentado na frente do café que não existe mais e eu dizendo, rindo, que te odiava, e você disse "mas eu te amo". e naquela época já tinha acontecido. eu já te amava mais do que era pressuposto que eu te amasse. e a gente já fingia, lembra como a gente fingia? como todo mundo sabia, e a gente sabia, mas a gente fingia. nossos beijos e todo o resto era secreto, até aquela virada do ano, que você resolveu demonstrar, e dançou comigo, você dançou comigo. e eu já dançava com você desde muito antes, mas você só decidiu dançar comigo na virada do ano. e as oito da manhã, quando todos saíram da sua casa, e só ficou eu e você na sua cama, conversando sobre a festa animada, você entrou em mim mais do que literalmente, mais do que figurativamente, mais do que ninguém jamais tinha entrado. esse texto não tem parágrafos porque você não tem espaços em mim. você me preencheu e eu vivi uma obsessão. quando eu passei todos os finais de semana e feriados ao seu lado, limpando oficinas e varrendo folhas, e no mercado as duas da manhã, e segurando sua mão contra a sua vontade, e você entrando e invadindo lugares do meu corpo e da minha alma que eu nunca quis que entrasse, eu sabia que eu tava fazendo tudo errado. e você me alertou de todas as formas, até aquele dia no café da Augusta, onde eu chorei na manga da sua camisa, e você chorou no meu cabelo, e eu soube que você me amaria um dia, mas eu tinha que fazer de uma forma que eu nunca fiz, que não é certa, e nem errada, é a forma de amar. e quando eu fui pro pronto socorro, e quando eu rasguei todo o meu braço, e chorei por sete dias seguidos, amor, eu te amei mesmo assim. quando fiquei gritando no ponto de ônibus, e você me olhando de longe, assustado, sem conseguir ouvir o que eu dizia, eu te amei. e agora tudo faz sentido, porque eu aprendi que na obsessão, eu não te amei e nem me amei, e ontem você pegou na minha mão e chorou do meu lado, dentro do seu carro onde a gente tinha acabado de transar, e você se abriu pra mim e eu invadi lugares da sua alma que você nunca quis que eu conhecesse. e eu te entendi. eu entendi o que você quis dizer com priorizar as prioridades e se cuidar e dar um rumo na vida. e eu te disse tudo que eu deveria ter dito antes, antes do café, antes do pedido de socorro, antes dos telefonemas, antes da virada do ano. e acho que foi a primeira vez que eu, de verdade, te amei. e terminando esse texto, que como todos os outros que eu escrevo pra você não tem pé nem cabeça, eu queria te mostrar ele, queria que você lesse igual quando você leu o primeiro poema que eu escrevi pra você. mas parte do crescimento e do conhecimento que você me deu é saber meus limites e onde eu devo parar. e é aqui que eu paro. o texto é meu e talvez mil pessoas leiam, mas você não está entre elas e você nunca vai saber disso, e talvez você nem se lembre que a primeira pessoa a dizer eu te amo, foi você, na frente do café que não existe mais.

eu disse isso na lapa.

"a dor é um processo natural da vida", eu disse, e todo mundo me olhou daquele jeito, e sorriram meio de lado, como quem vê uma criança descobrir como amarrar os tênis.
e eu me senti uma criança descobrindo como usar o garfo quando aprendi a ficar sozinha, quando aprendi a dormir sem chorar antes, quando descobri que dava pra viver uma vida realmente querendo viver. porque duas décadas da minha vida curtinha e que todo mundo ri quando eu tento agir como se fosse longa, eu passei querendo estar em qualquer universo paralelo onde eu não tivesse que me virar sozinha. eu queria que o mundo acabasse em barranco pra eu morrer escorada, e todo mundo diz isso rindo, mas eu falo bem séria mesmo, com vinco entre as sobrancelhas, porque eu só sei me escorar. em pessoas. em desculpas. em diagnósticos. em medos e dúvidas e pavores.
e eu só sei fugir. eu achava que fugindo da dor eu ia ser feliz mais fácil, me achava muito esperta mesmo por pular os processos de sentir. mas a dor precisa ser sentida. e agora ela veio cobrar a carga horária dela na minha vida, e eu permiti que ela viesse, sem relutância, eu a senti, e foi duro, tão duro quanto uma criança indo ao dentista pela primeira vez ou se perdendo da mãe no mercado. mas passou. e eu entendi, eu finalmente entendi, que tudo passa.

quando eu era pequena, eu me perguntava se um dia eu ia aprender a amarrar os tênis. se um dia eu ia aprender a assobiar. até que eu aprendi.
quando eu me perdi da minha mãe no mercado, eu achei que nunca mais a encontraria. até que ela veio e me deu uma bronca por sair correndo, e me comprou danoninho.
quando eu fui ao dentista a primeira vez, eu achei que ia ter tanto medo que ia sair correndo. até que a moça fez o que tinha que fazer, e me deu um pirulito no final da consulta.

quando me vi sozinha, e quando a dor veio, eu achei que nunca mais ia passar. que nunca mais ia parar. até que passou. e eu saí por aí me sentindo tão adulta, dizendo com a cabeça levantada

a dor é um processo natural da vida.

domingo, 16 de abril de 2017

:(

a maior dor da minha vida
a maior dor que já senti
foi a dor de ter te perdido
da forma que eu te perdi

quando eu senti você indo embora
quando eu vi que não ia dar certo
meu coração quase que berra e implora
fica, fica, fica, mas não era o correto

a dor na alma é tão profunda
que chego a sentir dor no osso
ando por aí parecendo moribunda
você me deixou no fundo do poço

eu tô destruída e dilacerada
não sobrou um pedaço de mim inteiro
você me arruinou, tô despedaçada
será isso o amor verdadeiro?

meus olhos ardem de tanto chorar
meu corpo cansa de tanto maltrato
minha garganta dói de tanto gritar
implorando de você um amoroso ato

eu senti você escorregando
senti seu amor se despedindo
e conforme você ia se distanciando
mais eu ia me despindo

fiquei nua e crua pra você, meu amor
me entreguei de todas as maneiras
e agora eu só sinto a dor
de ter dito tantas besteiras

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

voce é, em síntese, isso

e as vezes te sinto tão longe, distante, aéreo. minha vontade é te abraçar e apertar até te sentir tão perto que estará dentro de mim. grudado, entrelaçado.
minha conquista, você é minha conquista, minha ilha, e eu sou o mar, que te rodeia e te cerqueia, e além do mar quero ser o ar, que te sustenta e te aumenta, te eleva até o teu esplendor de quando fica brilhando na luz do sol, e quando fica reluzindo na luz do luar.
eu vejo tudo isso, com a cor dos seus olhos meio verdes meio castanhos, e o tom da tua pele, translúcida, reflete tudo que tem aí dentro, e é tudo torto, mas é a maior prova de que a perfeição existe que eu já conheci.
e você é o maior que já conheci, o maior homem que já vi, o maior amor que já senti, você que me ilumina, você que me deixa louca
e me fascina quando fala de política, fala tudo aquilo que sou contra, e eu fico hipnotizada com teus lábios dizendo palavras desprezíveis, como você dá conta? de estar tão errado e ter essa pose de quem tá certo e sabe de tudo. tu não sabe nada. nada, nada. nada sobre o que fala, mas eu escuto e fico quieta, mesmo que eu saiba tudo. tudo, tudo. tudo sobre o que ouço, mas você fala e eu me calo, porque só o tom da tua voz acalma meu coração aflito, que é meu habitual estado de espírito.
aqui as palavras saem confusas e atrapalhadas porque eu só sigo o fluxo, igual com você, na sua cama, abraçados debaixo do ventilador de teto, eu vou seguindo o fluxo que já não sei se é do meu pensamento ou sentimento, só sei que é um fluxo interminável de meios de expressar o que eu já não sei mostrar

fica comigo e faz da minha confusão, calmaria.

sábado, 21 de janeiro de 2017

tudo que eu nao disse

o banco do ônibus parece mais macio
quando sua casa é meu destino
e meu corpo parece menos vazio
quando por você é preenchido

minhas rimas parecem menos erradas
meus versos são mais certos
quando andamos de mãos dadas
quando seus ditos de amor são concretos

eu pareço menos infantil
quem sabe até um pouco adulta
quando cozinhamos macarrão no funil
quando cruzamos o radar e tomamos uma multa

você parece menos inocente
quando entra em mim gemendo
eu me sinto menos carente
quando te faço gozar e te deixo tremendo

mas pareço menos poderosa
quando tenho meus ataques de possessividade
porque eu fico toda manhosa
e você ri, cheio de bondade

mas se eu acreditasse em você
isso pararia?
se eu parasse junto, voce vê
seria assim que você viria?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

sobre a loucura do so por hoje (funciona!)

com todas as loucuras e
desavenças
sigo de mãos dadas com
minhas crenças
porque se um dia eu fui menina ou
fui mulher
hoje já não sou nada e posso ser
quem eu quiser
e se eu, um dia, fui fogo
ou se fui vento
sigo desligada, modo avião, mas sempre atento
porque já fui ódio
mas também já fui amor
já fui muito prazer
e já fui muita dor
hoje a alegria e a tristeza que me cerca
é a certeza da dureza que me resta
de não ser nada, nada disso nem daquilo
porque já fui, talvez serei, mas hoje
hoje, eu me sirvo (só hoje)

o que eu escreveria se fosse ruim

a janela tava aberta
e você não entrou
o dia tava quente
mas você não suou
eu disse que ia embora
e você não implorou
eu pedi pra ficar
mas você me negou

a cama tava suja
e você não limpou
a água tava fria
mas você não reclamou
o pão, que era dormido
você mastigou
e o café, que era vencido
você não tomou.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

O primeiro

Suas mãos na minha cintura
Tudo parece tão certo
Eu tento me mover com doçura
Mas sou sempre selvagem quando você tá perto

Eu tô muito ocupada tentando te agradar
Pra conseguir abrir meu coração
Eu queria e até vou tentar explicar
Mas foi tão de supetão

Eu sei que você já sabe e já percebeu
Porque depois do sexo eu fico tremendo
E voce me beija, eu só quero que voce seja meu
E se você já é, por favor continue sendo

Se você quer comer outra menina
Pra mim não tá tudo bem
Mas eu vou fingir que tá, é minha sina
Sofrer e ficar nesse eterno vai e vem

Já não aguento mais a surpresa
Quando olho pra você de relance
E meu coração quase para na mesa
Porque você é lindo, incrível, e me deu uma chance

Eu só quero ficar enroscada nessa emboscada
que você armou pra mim, armadilha
Quando eu subo atrás de você na escada
Meu amor, você é tão solitário quanto uma ilha

Mas se você for uma ilha, eu quero ser o mar
Que tá em volta por toda a parte
Que vai envolver, que vai te cercar
Que vai com você até a Lua, até Marte

Que vai te acompanhar, que vai viajar
Com você pisar no céu
Ver a Terra de longe, ficar sem ar
Com você entrar na espaçonave usando véu

Suas mãos no meu pescoço
Tudo é tão errado
Você fala do fundo do poço
E até hoje você nunca tá cansado

terça-feira, 24 de maio de 2016

Inspiring Ideas To Write About, Day 5: "The Stars"

The Stars: Take inspiration from a night sky.

It is hard trying to explain
how much I miss you
I'm trying not to feel blue
but it hurts even my brain

I was in love since the first look
I was in love since the first kiss
don't let me go, please
(I wonder how many parts of me you took)

it's been more than a year
since our last date
but, as usual, I am late
and I'm still living in fear

you made me free, told me I was the last
I made you a impulsive teenager
you told me you were my manager
and now I'm feeling in the past

I never learned how to left things behind
the habit of my heart is loving
or maybe it is missing
both I can't hide

you were too good to be true anyway
too pretty, too sweet, too easy to lose
and I was too dumb, too confused
suffocating you every day

it's time to move on, girl
but, one last thing
tell me the truth, don't be mean
why are you still in my dreams? 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Inspiring Ideas To Write About, Day 4: "Greeting"

Greeting: Write a story or poem that starts with the word “hello”.

"Hello", you said
while looking at me
and at what I made
trying to set you free

"The fuck is this?"
I thought to myself
you're the one I miss
you, no one else

I miss the way
we used to talk
every night and day
and the way we walk

I miss when
you were my hero
although I knew then
that you'd give me a "zero"

Zero beauty,
zero smart
zero intelligence,
zero heart

I know you now think
I'm just a stupid kid
but I swear through the pages and ink
it's all for you I bleed

I know you're probably thinking
"What a drama queen"
if you prefer to think I'm kidding
well, that's how you've always been

you never took me seriously
especially when you're the subject
and I think that's meant to be
'cause now you're just an insect



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Inspiring Ideas To Write About, Day 3: "The Unrequited Love Poem"


   • The Unriqueted Love Poem: How do you feel when you love someone who does not love you back?

again, it's not perfect rimes, but I felt like doing it anyway

you know when you lost something
something you loved to your bones?
that's how scary has been
writing the unrequited love poem

every time you smile at me
I really have to hold me back
'cause every time, I swear, I feel it
like I was just some crap

I feel it to my bones and brain
how much I really like you
I swear to God I don't want to complain
but if I was you, I wouldn't choose me too

when you love someone
you feel like a ghost
always wanting she didn't go
always thinking "it was all my fault"

but when you love someone
that don't loves you back
it's the worst thing ever done
platonic love, what a crap

I feel blue everyday
I feel purple every night
and every time you go away
I wish I wasn't in this goddamn fight

I'm fighting my demons alone
I'm fighting my angels with you
I'm fighting myself, with this poem
I swear I don't know what to do

But I'm finishing this anyway
Like I always finish it all
Hoping you'll love me someday
And take me to your bed instead of the mall

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Inspiring Ideas To Write About, Day 2: "Food"

  • Food: What’s for breakfast? Dinner? Lunch? Or maybe you could write a poem about that time you met a friend at a cafe.

it's not perfect rimes, but I felt like doing it. 

We saw that movie
I watched your mouth
You were always moving
With your hands and all

Then the movie was over
And we get up
I tried to get closer
But your heart was shut

While we walked through that store
(it was a book one)
I started feeling kind of sore
'cause you started acting like a mom

You started talking
When we stopped at this coffee
I kinda started crying
I bet you couldn't see

And so long we finished our coffees
We went to your car
I felt like 
I was starting a war

A war against God
A war against you
But I wanted you to kiss me
As far as you could

I'm not good with poems
Especially in other language
But I bet if you saw this one
Something in your heart would've changed

So, please, stop talking
All this god bullshit
And take me quickly
Right into your sheets



Inspiring Ideas To Write About, Day 1: "Outside the Window"

  • Outside the Window: What’s the weather outside your window doing right now? If that’s not inspiring, what’s the weather like somewhere you wish you could be?


She woke up gradually and then suddenly. She had a weird feeling in her heart, like something inside of her has changed while she was asleep. 
The window showed an grey sky, but she felt the light of the sun in her face - it was warm. She didn't like it, anyway, cold days are the best. It was a bit strange she woke up so suddenly, and so early, she never get out the bed 'till twelve o'clock. But what was really strange, was the she had the impression someone else was in the house with her. That was crazy, she lived all by herself in a small house her parents had left behind their deaths. It was a small and old house, but she liked her, anyway. It was kinda cute, in a way. She had this bedroom, that was still the same since she was a kid. The bed with handmade sheets. The wardrobe that was made by some friend of her father. The toys, all in boxes on top of the wardrobe. And, of course, the window, a big and old window, that she was looking at in that moment.
Anyway, she was feeling like there was someone else in the house. Inside the house was a little warm, but she kept feeling this breeze passing trough her, like someone was moving really fast or something like that. That wasn't so strange at all, she was always feeling stuff, if you now what I'm saying. One day, she was at school, long time ago, and she thought she heard someone whispering in her ears. It whispired she would have her period about five minutes from that moment. But her period only came two days after that. So, when she felt that breeze, she didn't worry. She was insane, anyway, her doctor never really said that, but you could see it in his eyes: "this girl is insane", when she told him something she thought about.
I was saying, she just stopped looking at the window, it was depressing her, she hated warm days just like she hated summer. It somehow always make her remember things she don't want to. Like her parents death. Or like that girl that she used to go out with, that was allergic to a lot of stuff and was always sneezing. That girl was really cute, but it was sort of annoying trying to talk to someone that always interrupted you to sneeze or something. Anyway, she hated warm day. It made her feel like be in the bathroom all day taking a bath and reading stupid magazines. But she had to go out that day, 'cause she needed to buy cigarettes. She hated smoking, too. But she was always smoking a lot. It made her calm down, 'cause she was always very anxious and stuff. 
She changed her clothes, got some dough she  had from the last article she had selled to the local news paper (oh, right, I forgot to told - she was a writer. She was always writing about stuff, there was pages with stuff writed in it in all of her things, and she survived by selling her articles to the local news paper, or some magazines that never really understood what she was trying to say in her articles. But people liked it, anyway, she was a goddamn good writer). She got out of the house and start walking to the little market that used to have down her street. 
Once in a while, some lousy mom stopped her to ask something about her articles. "Aren't you that girl that writes to that magazine?", they would say. And she was getting so bored of it she was even thinking of stop selling her stuff and go work with something else. She could be a teacher, she would make a good teacher. But only for small kids, of course, those goddamns teenager are a pain in the ass. 
It was a grey sky and warm day, when she crossed the street and a buss hit into her body. 
And, gradually then suddenly, she stopped to think about being a teacher. She stopped to think about the cigarettes. She stopped to think about anything, to be true, 'cause she no longer could think.
It was a grey sky and warm day, the day she died. It wasn't summer, at least, she would be happy if she could know that she died in autumn. I bet she would. 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Poesia vagabunda...

Cheia de intenção, chegou
Pegou a atenção, sem reação
Todo amor que tinha, roubou
Manhosa, pura disposição

É foda, ela é linda
Fez efeito, mais que droga
Me pirou com a sua vinda
Papo reto, ela não joga

To tentando entender
A sinceridade com que fala
Fico sem saber o que fazer
Tentei trancar o sentimento na mala
Nao deu
Fodeu
Outra vez
Acho que é a mina três
Me perco sem poder
Só ela quero ver

Sou pior que gaiola
Deixo livre, sim
Mas chego com a viola
Fazendo música sobre o fim
Do que nem começou
Nem sei se vai
Nem sei se vou
Se for, meu mundo cai

Mas aí começou tudo
O sexo, beijo, tu vê
Virou meu mundo
No primeiro "amo você"

Sem estresse nenhum
Tu é calma
Só quero mais um
Beijo na tua alma

Faço da sua cama minha casa
Faço dos seus olhos meu diário
Faço da sua droga minha asa
Enebriada, sem horário

Me fodo depois, nem ligo
Conheci seu mundo, sou sua
Sou mais que seu amigo
Duas da manhã, me tirou da rua

Quero te apresentar
Meus fantasmas do passado
Quero te mostrar
Tudo sobre o meu ex namorado
Quero abrir
Mais do que as pernas, meu bem
Quero sorrir
Quando eu abrir as pernas também

Tu me deixa diferente
Quero mais dez minutos
Horas, dias, anos pra gente
Sem encontros curtos

Me entrego pra vida toda
Eles reclamam, brigam
Que se foda!
Inveja porque não amam

O fogo a gente brinda
E a gente cheira o ar
A terra a gente devora, linda
Pra poder fumar o mar

O sol, você ofende
De tanto que brilha, pobre lua
A madrugada, você defende
Drogada, sai pra rua

Ah, mas eu amo
Eu gosto, eu me jogo
No meio da noite, eu chamo
E tu promete vir logo

Mais um brinde a nós
Leve e sem dor
Finalmente a sós
Brindamos nosso amor

(...)

E eu que sempre fui vagabunda, to aqui tentando ser romântica.

sábado, 19 de julho de 2014

Anedota sobre ouvir "eu te amo de verdade" dela.

Eu te amo tanto que dói. Dói meu corpo, arde meu peito, machuca meus ossos, rasga meus órgãos. (...) Não existe remédio nem tarja preta pra doença que é amar você. (...)
Mas você me ama. Quem se importa de ter câncer se sua garota te ama? E minha garota me ama. Você disse. E eu não quero nunca mais ficar saudável de novo.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ela me ama e eu tenho doze anos.

Ó, foi por você. Eu não gosto, mas fiz, por você. E você me olhou nos olhos e disse "eu te amo de verdade". E valeu a pena, valeria a pena mais trinta vezes aguentando aquilo que eu não gosto, só pra te deixar feliz. Você me chamando de linda, princesa, elogiando cada pedacinho do meu corpo... Nada se compara, nada te supera.
Eu esperei tanto pra ouvir esse "eu te amo" que agora que você disse tenho vontade de sair correndo pela rua gritando "ela me ama, ela me ama" como uma criança de doze anos. Eu nunca vou desistir de você, eu sou louca por você, completamente apaixonada, você é a mulher que eu amo. Mesmo que todo mundo tente cortar o fio que nos une, ele é forte demais pra se quebrar fácil. Foda-se os outros, o que importa é a felicidade que me invade quando você me olhou de cima e disse que o que sente por mim é forte demais, você sussurrando que me ama, você dizendo que moraria no meio das minhas pernas. O seu sorriso quando eu beijo sua testa, o seus olhinhos brilhando quando eu disse que te amo muito, você dizendo que amava me ver de pertinho. Eu te amo.
Eu te amo e eu finalmente pude falar isso. Pode ter dado muito ruim depois, na minha casa, com todo mundo dizendo que foi errado passar a noite aí... Podem ter gritado e brigado comigo, mas nada me abala e ninguém nesse mundo é mais feliz do que eu, porque você me ama, e nada mais importa.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cigarro é caro, mas ela é mais.

Eu tava pensando nela e nos motivos dela ter fugido. Tava sentada no banquinho que nem é mesmo um banquinho, com o quarto cigarro pela metade na mão, querendo jogar ele fora porque ja tava me dando dor de cabeça. Mas cigarro é caro e eu tenho um vício, não dá pra jogar fora. Igual ela, que ta me dando dor de cabeça mas é valiosa demais pra jogar fora e eu tenho que ir até o fim porque to viciada no perfume doce e no olhar distante.
Comecei a sentir dor nas costas, mas continuei parada olhando para o nada soltando distraídos "boa tarde" quando um vizinho passava. Queria terminar de ler meu livro aberto no meu colo, mas a leitura de certo parágrafo foi o que me lembrou dela e me deixou devaneando sobre seus motivos de fugir e sumir. O celular do meu lado não parava de apitar mensagens de colegas falando sobre minha melhor amiga que também sumiu e provavelmente vai cometer suicídio em breve. E eu não sei o que fazer. Todo mundo na minha vida some e morre. Eu quero cuidar dela (que na verdade é plural, elas) mas nem sei cuidar de mim.
Ainda com a coluna doendo por algum motivo desconhecido, terminei o cigarro e acendi outro. Eu nem queria outro. Mas é um vício. Eu nem queria vê-la. Mas seu sumiço... Ela é meu vício mais caro e prejudicial, supera os seis e cinquenta e o câncer. Porque ali, sentada, pensando nela, eu percebi que não era minha coluna que tava doendo. Era meu peito. Um vazio. Uma dor que em quatro anos de fumante eu nunca tive. Mas em oito meses dela eu tinha frequentemente. Não é câncer, é pior.  É amor. E o fim. Amar ate o fim, o fim até o amor. Chorar tanto que começa a rir da própria superficialidade.  Que piegas, sofrer por amor. Que clichê, sofrer por ela. Qhe patético,  sofrer pelo amor dela.
Que dolorido. Pensar nela.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Mais um blá, blá, blá sobre amor.

"Kiss me like you wanna be loved."

(...)

Você sempre vai me fazer chorar porque não tem a decência de me declarar a razão dos seus sorrisos. Não sei, não sou.
Eu vou terminar. Vou, sim. Chega dessa palhaçada.  Ou vai ou fica. Ou gosta ou não gosta. Aqui é oito ou oitenta.
E chega. Eu não precisoe de você... mas eu quero tanto. Tanto.

Eu te amo. 
Eu te amo
eu te amo
Eu te amo tanto
E ut ea mo.

Só de escrever, dói.

Ana Carolina,
Você é uma filha da puta porque eu te amo e to aqui falando abertamente, e o único tipo de se abrir pra mim que você faz é quando estamos sem roupas.(...)






...............desculpa

Eu nem fiz nada mas eu sou sempre a errada então quem sabe se eu te pedir desculpas volta a ficar tudo bem entre a gente.