terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Que seu sorriso seja de felicidade, e não só músculos se esticando.

Esse dias (ontem, mais precisamente) eu tava fazendo pesquisas aleatórias no google, sobre assuntos não muito interessante, quando achei um blog que fez meu coração parar por um milésimo e eu sentir ânsia de vômito. O blog falava (passado, sua postagem mais recente era de 2007) sobre anorexia e bulimia. Até aí, ok. Mas a intenção da menina dona do blog era ensinar a ter bulimia e ser anoréxica. Deus do céu. A dó que eu senti das meninas que frequentavam aquele blog, bem como de sua dona, ninguém pode descrever.
Porque eu, melhor do que ninguém, sei como é estar insatisfeita com o próprio peso. E já fiz muita merda por isso. Coisas das quais me arrependo, de verdade. e percebi que você tem que estar satisfeito consigo mesmo. E foda-se o resto.
Não só com relação ao seu peso. Mas com tudo. Não vou ser hipócrita, nem todo mundo é bonito. Existem pessoas feias, sim. Mas a questão é justamente essa: e daí? Véi, na boa, tu tá vivo! É isso que importa. Se você é feio, tem cabelo ruim, é gordinha demais, muito alta, tem espinha, um nariz grande, a orelha desproporcional, e daí?! Você ainda pode dançar, falar, pular, cantar, beber, sair, se divertir, e ser feliz. Coisa que muita gente não é.
E outro fato que muitas pessoas desconhecem é que a beleza é o assunto mais relativo do mundo. Sabe aquela velha, muito velha mesmo, história de que o que é bonito pra uns pode ser feio pra outros, e vice versa? Então. É verdade. É cientificamente comprovado que certas partes do nosso cérebro que são responsáveis pela classificação "feio", "bonito", "gordo", "magro", etc, variam de pessoa pra pessoa.
Talvez tenha uma pessoa pensando em você nesse exato momento. Te amando, e te querendo.
Talvez.
Muito provavelmente não. Mas quem sabe?
Eu sou meio que encanada com a minha aparência, mas tento frequentemente exercitar pensamentos nos quais se baseou esse texto, porque eu sei que eu nunca vou ser boa o suficiente para os outros, então tento ser para eu mesma.
Ser feliz, é isso que importa. Sabe, vejo tantas pessoas desperdiçando a vida... Com bobagens, por besteiras. Isso me deixa muito mal, eu queria que cada um fosse feliz por quem é. Deveria ser assim. Afinal, quem criou os padrões de beleza? Se você pensou "as pessoas", errou. Foram os caras lá de cima, saca? Os que lucram em cima das nossas inseguranças. Quanto mais nos sentimos feios, gordos, inúteis, mais inseguros somos, e quanto mais inseguros, mais dinheiro gastamos. Quando você tá mal, o que tu faz? Compras. Compra um creme pra celulite, uma barrinha de cereal, ou até um produto tecnológico ridiculamente caro. Você paga à eles pela insegurança. Eles vendem isso, esse é o produto deles: insegurança, medo. Não caia nessa armadilha, se tu tem um pingo de amor próprio que seja, se algum dia da sua vida você se amou, seja você mesmo. E foda-se o resto.
Se olha no espelho e, ao invés de se martirizar por pequenos "defeitos" que muito provavelmente são insignificantes aos olhos de qualquer um, valorize suas qualidades. "Mas, Shelly, eu não tenho nenhuma qualidade, mimimi": vai se foder. Você tem sim. E é uma ingratidão do caralho tu dizer que não tem. Ingratidão com seja lá quem que te deu a vida. Tua maior qualidade existe, nem que seja o sangue correndo doce pelas suas veias, seu coração batendo em um ritmo bonito, sua respiração ofegante. São coisas boas, você tá vivo, porra! Tem noção de como isso é complexo? Tu faz parte de uma grande experiência científica em constante mutação: o ser humano. Agora, para de mimimininguémmeamaeusouumlixomimimi e vai viver! Curtir, aproveitar. Sorrir. E ser feliz enquanto ainda dá tempo, porque, acredite, a vida acaba rápido.

P.s. o blog da menina anoréxica, é esse aqui.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Pobre, pobre Zelda.

Cada dia que passa eu percebo o quanto é medíocre essa vida. Principalmente essa fase da vida, essa pela qual eu to passando: adolescência. Eu me sinto extremamente ridícula quando me chamam de adolescente, como se fosse uma grande massa da humanidade com uma doença que multiplica por mil todas as sensações normais, fazendo com que elas já não pareçam tão normais assim. Ok, na verdade, é assim mesmo.
Para explicar melhor, criarei uma personagem hipotética. Seu nome é Zelda (não me culpe pelo nome ridículo, eu tava jogando The Legend of Zelda, e me parece um bom nome), e ela está no auge dos seus 16 anos. Pobre Zelda. Cada pequena coisinha que acontece no dia dela parece gigantásticamente (gigante + fantástica + desastrosamente) um problema. Ela se sente, veja bem, sozinha (ah -que novidade- me diz aí uma pessoa de 16 anos que não se sente assim), e cada problema dela é como se fosse único, Zelda pensa constantemente que só ela sente essa confusão, e ela quer que seja assim, obviamente, ela quer se sentir única em alguma coisa, mesmo que seja uma coisa ruim.

"Ninguém me entende", esse é o lema da nossa Zelda.

Vou exemplificar duas situações hipotéticas que podem vir a acontecer com Zelda - ou quem sabe, já aconteceram.
  • Situação Hipotética 1 - Zelda está na escola, toda cocota, linda, diva e poderosa (por favor, isso é ironia, ok). Está andando no corredor com as suas amigas, rindo e falando alto (o que é, no caso, uma incrível demonstração inconsciente do quanto Zelda é insegura, e precisa que os outros olhem pra ela). Ela quer atenção. Ela quer ser olhada, quer ser comentada. Aí passa um menino por elas. Instintivamente, Zelda pisca os olhos, nervosa, e passa a mão pelo cabelo. Mesmo sem perceber, ela deu sinais claros de que está interessada por ele. Ele olha pra ela - "uma troca de olhares, e pronto! fodeu". As amigas da nossa personagem - que também querem atenção - fazem piadinha em voz alta, sobre Zelda estar gostando do menino, piadinha maldosas, que são ouvidas por ele - vou dar à ele o nome de Reginaldo - e fazem-no rir. Zelda está morta de vergonha. Reginaldo ainda por cima, é um filho da puta, que espalha pra escola inteira o fato da pobre, pobre Zezé (ok, sem apelidinhos), quer dizer, da pobre Zelda gostar dele. Em pouco tempo, os lugares que Zelda frequenta são limitados, não vai a lugar algum que ele possa estar, por medo do ridículo, evita falar alto, não quer mais atenção. Não aquele tipo de atenção. Viu? A vida dela se limitou por uma simples troca de olhares. Ok, próxima situação.
  • Situação Hipotética 2 - (Lembrando que as duas situações são totalmente exclusivas, não há nenhuma continuação dessa para a outra) Zelda está em casa. Um calor digno de São Paulo em fevereiro, maio, por aí. 35 graus. Puta merda, Zelda está morrendo de calor! Decide ficar só de calcinha e sutiã, afinal, está sozinha em casa. Depois de um tempo, ela ainda está com calor. Mesmo morando em um condomínio decide abrir as janelas - não costuma ter vizinhos que espiam os outros. Aí começa a tocar a música preferida dela - Ai Se Eu Te Pego (podem observar que Zelda é uma típica adolescente, com seus típicos maus gostos). Ela começa a dançar, alucinadamente ("ela começa a dançar alucinadamente" trouxe uma imagem horrível a minha mente, mas vamos em frente), esquecendo-se da janela aberta. Trinta minutos depois, ela se lembra da (porra) da janela. Olha assustada pra fora, e -tanam!- Reginaldo, o gatinho da escola, a estava filmando dançando. Fecha a janela com pressa, e liga o computador. Minutos depois vê o vídeo no youtube. Puta merda. Pobre Zelda descuidada.
Agora que ilustrei essas duas situações, provavelmente as pessoas com um pingo de sentimentos, devem estar com dó da Zelda. E se perguntado o que fariam no lugar dela.
Zelda tem duas opções: a) deixar esses acontecimentos foderem com tudo, e se martirizar por um bom tempo; ou b) ligar o "foda-se", manter a calma, e ter consciência de que daqui 1 ano, ninguém mais -inclusive ela- se lembrará disso. Olha só, como é simples. Na teoria, todos seguiriam a opção b. Na prática, a opção a é a primeira a ser seguida.
Manter a calma é algo extremamente necessário diante situações complicadas e/ou constrangedoras. Manter a calma, pensar. E se lembrar que, repito, ninguém mais se lembrará disso daqui algum tempo. Talvez Zelda olhe para trás e ria da situação. Talvez.
Enfim, guarde isso para situações que você talvez venha a enfrentar futuramente: sua vida não vai acabar porque você pagou um mico. Isso apenas servirá para te fortalecer.

Boas vindas à mim

Primeira postagem, e eu quero deixar algumas coisas bem claras, pra eu mesma.
  1. Eu tô escrevendo pra eu mesma. Shelly, me escuta (ou me lê): não é pra mostrar essa porra desse blog pra ninguém, ok? Ok. Isso é pra eu mesma, como se fosse um alter ego meu, escrevendo. Não é pra ninguém, NINGUÉM, entrar aqui e ver. Sim, eu tenho vergonha do que escrevo, porque eu escrevo mal.
  2. Sinceridade. Vou ser sincera em tudo que eu falar, porque ninguém vai ver essa porra mesmo. Bem que eu queria que alguém curtisse o que eu escrevo, mas whatever, eu escrevo mal.
  3. Levar isso a sério. Eu sempre começo projetos que nunca termino, e tenho a intuição de que isso aqui não será diferente. Aposto que daqui dois meses já terei perdido o "pique" pra escrever aqui. Mas, repetindo, ninguém vai ler, então não tem problema. Não é como se alguém fosse sentir falta dos meus textos, puf.
  4. Não crie expectativas. Nada de achar que meu blog vai ser descoberto e um monte de gente vai curtir e eu vou ficar famosa pela minha "arte" (escrita pode ser considerada arte? Espero que sim.). Eu queria que alguém lesse, eu até queria mesmo, mas não vai acontecer, então eu espero não criar expectativas.

É isso. Espero de verdade que eu consigo seguir esse quatro itens, porque né. Eu... Preciso disso aqui. Desabafar, sem ser julgada.
Ok, até a próxima.