Eu to cansada de você e não me importo se você não ler minha carta, sempre escrevo por nada mesmo, mas, bom, aquela carta eu escrevi por tudo, e te enviei com tanto amor (ou o resto de amor que sobrou), mesmo sabendo que jamais vai ler. Porque eu lembro muito bem de como você se faz de tímida mas de tímida não tem nada, e lembro muito bem do jeito que que você sorri só para mostrar pro mundo o quão encantadora pode ser. E eu tô bem de saco cheio dos seus dramas e das suas reclamações completamente vazias, mas a verdade é que eu nunca fico de saco cheio de você.
Eu rasguei e queimei todos os textos que já te escrevi, apaguei todos eles do arquivo na internet, mas me peguei escrevendo esse aqui. Sinceramente, esse não é sobre você, é sobre o quanto você é insuportável e o quanto eu não me canso de te suportar. Eu não sei se te amo porque eu não sei o que é amor, eu nunca soube o que é amor, e sou dessas que não acreditam muito se o amor existe, desde pequena eu desconfiava desse amor e fazia mil perguntas tentando fazer minha cabecinha entender o que é isso. Porém eu acredito nos seus olhos, e na autenticidade das suas palavras, ninguém pode ser tão chato assim de propósito, você é você mesma e isso é algo que me fascina, me encanta, me apaixona... Não que eu ainda esteja apaixonada, já entendi que suas mãos nunca vão me tocar, já entendi que meus lábios nunca vão sentir a textura da sua pele, já entendi que você nunca vai dizer que me ama, e já entendi também que o quanto sou pequena não tem nada a ver com isso, a verdade é que você é boa demais pra me dizer que não gosta de mim por quem eu sou, e inventou que sou muito nova pra você (e eu caí nessa bem fácil, já ouvi isso tantas vezes de moças por quem me encantei...).
Não importa o quanto eu queira ver seu jeito ainda, e o quanto eu queira conversar e me abrir mostrando o que sinto por você, não importa o quanto eu goste do seu jeito ou o quanto eu não suporto suas maneiras, não importa o quanto somos iguais ou o quanto a gente não combina em nada, não importa o quanto você seja a criança ou o quanto eu sou madura, não importa o quanto eu faça de tudo pela sua atenção ou o quanto você faz de tudo pela atenção dos outros, não importa que esse seja o último texto que escrevo sobre você e não importa o quanto eu nunca escrevi sobre você, na verdade, era sempre sobre o que eu sinto por você, não importa. Eu idealizei uma você parecidíssima com a real, com uma coisa a mais, aquilo que eu queria tanto que você tivesse a mais, que é nutrir um sentimento por mim. Nos meus sonhos você me amava escondido e só não se declarava porque não pode, porque é errado. Mas a gente acorda, a gente sempre acorda, e eu acordei caindo da cama e batendo a cabeça, e percebi muito, muito rápido que você não ama, você não nutre sentimento nenhum por mim, você sequer me vê.
E enquanto em todas as vezes eu fechava a janela e dormia de novo, desesperada por sonhos, dessa vez eu vou levantar e sair pra rua, porque eu to cansada de você.
terça-feira, 30 de julho de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
Hoje eu consegui voar.
Hoje eu consegui voar. Eu me joguei da janela da sala, porque não agüentava mais, e voei. É sério! Eu me vi pulando e caindo, e depois o ar me elevando e me fazendo flutuar. Aí o ar me empurrou de volta pra casa como se dissesse: "Calma que ainda não é tua hora!". Eu acho que já sabia que não era minha hora, sabe, porque teve um outro dia em que minha pele se regenerou em um minuto. Juro por tudo, primeiro eu tava ali, encarando meu pulso rasgado, aberto e sangrando, um minuto depois eu vi minha pele se auto-costurando e o sangue sendo absorvido de volta, e minha lâmina foi sendo arrastada pelo ar até cair pra fora de casa. Danado esse ar. Achando que pode decidir quando eu devo ou não morrer. Teve uma vez que o ar fez trinta e dois comprimidos que eu tinha ingerido saírem pela minha boca intactos. Fiquei muito brava, porque, EI, SOU EU QUE MANDO AQUI! Se eu quiser ir, eu vou! Eu vou embora e você não pode me impedir! Ar babaca, metido a bom moço salvando que não quer ser salvo.
…
Mas foi muito legal voar.
tem a ver com:
15,
coisas idiotas que eu escrevo na brisa,
depressão
quarta-feira, 17 de julho de 2013
I didn't said no.
Hey girl,
Isn't that unfair? Isn't that stupid? How day by day you're still crying and feeling like shit when all you want is to be happy. Isn't that such a shit? Isn't it so ridiculous you feel sorry for yourself? How year by year you still can't forget all that things. You still feel guilty. You're the one to blame. You never said "no". Never. I was there, I saw. You didn't resist. You didn't fight. They're right, you know. All that people. They say you're a whore. And you are. You are. Because you let then touch you. Again, and again, you let then touch your ass, you let them kiss you. Why do you do this to yourself? Why don't you just accept that you're useless and kill yourself? Yes, I know, you've been thinking of it. Suicide, I mean. You've been thinking a lot of it. You know you want. I know that you can't handle anymore. Do it. Think about how peaceful will be your last minutes in this world, when you know you're gonna die. Think about death. Not existing. Not feeling. This is what you want, isn't it? I know. I know, girl, you're tired. Go. Die. Nobody will miss you, no, don't worry about your mother, she has two other kids, certainly doesn't need you. Oh, don't worry about your father, he'll forget quickly. You're just an waste of space. Go. Go away. Give up. You can't win this war. Your mind is exhausted. You're sick and tired. Every night you wish is the last time you're closing your eyes, you wish not to wake up anymore. Yes, I know that. I also know that you love so much people, and not even 3% of them love you back. You're unloveable. You're pathetic. Why are you still here? I said: go. YOU'RE FREE. DIE.
You wanna know how I know so much about you and your stupid life?
I am you.
Sincerely but not with love;
S. M.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
About missing things.
Sometimes I wish I could go back in time. Not for changing things, oh, no. For living it again. There are some special moments that I'll give my life for living again. It's so rare that I feel happy and alive, that when I feel I wish I could live it over, and over, and over. It's so sad that I can't go back and live that again ): I miss that, I miss the people, the drinks and the talk. I miss feeling infinite.
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