sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

voce é, em síntese, isso

e as vezes te sinto tão longe, distante, aéreo. minha vontade é te abraçar e apertar até te sentir tão perto que estará dentro de mim. grudado, entrelaçado.
minha conquista, você é minha conquista, minha ilha, e eu sou o mar, que te rodeia e te cerqueia, e além do mar quero ser o ar, que te sustenta e te aumenta, te eleva até o teu esplendor de quando fica brilhando na luz do sol, e quando fica reluzindo na luz do luar.
eu vejo tudo isso, com a cor dos seus olhos meio verdes meio castanhos, e o tom da tua pele, translúcida, reflete tudo que tem aí dentro, e é tudo torto, mas é a maior prova de que a perfeição existe que eu já conheci.
e você é o maior que já conheci, o maior homem que já vi, o maior amor que já senti, você que me ilumina, você que me deixa louca
e me fascina quando fala de política, fala tudo aquilo que sou contra, e eu fico hipnotizada com teus lábios dizendo palavras desprezíveis, como você dá conta? de estar tão errado e ter essa pose de quem tá certo e sabe de tudo. tu não sabe nada. nada, nada. nada sobre o que fala, mas eu escuto e fico quieta, mesmo que eu saiba tudo. tudo, tudo. tudo sobre o que ouço, mas você fala e eu me calo, porque só o tom da tua voz acalma meu coração aflito, que é meu habitual estado de espírito.
aqui as palavras saem confusas e atrapalhadas porque eu só sigo o fluxo, igual com você, na sua cama, abraçados debaixo do ventilador de teto, eu vou seguindo o fluxo que já não sei se é do meu pensamento ou sentimento, só sei que é um fluxo interminável de meios de expressar o que eu já não sei mostrar

fica comigo e faz da minha confusão, calmaria.

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