A dor é tanta que se fecha. Se fecha pra si atrás de uma porta e como fechadura usa um sorriso que só quem questiona consegue abrir. Poucos questionam, e não sabe se esse é o problema ou a solução.
Decidida a ser: tentou de tudo, mas não havia jeito… invisível. Não dá pra sentir falta de quem nunca esteve presente. E não estava. Não dá pra sentir o gosto se nunca provou. Não tem como querer de volta o que nunca foi seu. Por isso essa mania de ser livre e original fazia com que ninguém a quisesse de volta, e nem quisesse de qualquer outra forma.
Sem chance. Sem chance de ter outra chance ou de mudar de repente, num flash, se ver em outro mundo em outro ano. Não era desse tipo. Vivia o agora e agora não queria viver.
Diz adeus com o sorriso feio e os olhinhos brilhantes, sem resposta, já que ninguém lhe acena de volta ou lhe pede pra ficar. Melhor assim, pensa. Pior assim, sente. Mas vai. Se joga no mar e se mistura com as ondas, se perdendo por um eterno minuto de uma decisão tomada por uma vida.
Tempos depois, volta renovada, como a sereia que tem uma segunda chance. Mas não é mais ela. Para todos foi um alarme falso, tentativa falha de gritar atenção. Para si, sucesso! Já não existe mais. E nesse fluxo absurdo de palavras tragadas e sufocada no seu infinito particular, se abre com suas lágrimas.
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