Por isso não escrevo cartas de amor. E me torno ridícula.
...
Eu não escrevo;
eu despejo.
Minha doença tão amaldiçoada.
Minha genética tão indesejada.
Meus trejeitos tão desajeitados.
Meus detalhes não notados.
Se não tivesse;
a casa, o trauma, a pequena, o vício;
não seria inteira,
não teria início.
Se não fosse;
louca, triste, sozinha e péssima escritora;
não teria,
ela, isso, aquilo e a amadora.
Transbordar palavras;
a melhor enchente.
A mais dolorida,
não evite-a, nem tente.
Nunca o que pediram;
por mais que queira e deseje.
Pra mim escreveram;
pedindo: "não despeje..."
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