quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Todas as cartas de amor são ridículas.

 Por isso não escrevo cartas de amor. E me torno ridícula.

...

Eu não escrevo;
eu despejo.

Minha doença tão amaldiçoada.
Minha genética tão indesejada.
Meus trejeitos tão desajeitados.
Meus detalhes não notados.

Se não tivesse;
a casa, o trauma, a pequena, o vício;
não seria inteira,
não teria início.

Se não fosse;
louca, triste, sozinha e péssima escritora;
não teria,
ela, isso, aquilo e a amadora.

Transbordar palavras;
a melhor enchente.
A mais dolorida,
não evite-a, nem tente.

Nunca o que pediram;
por mais que queira e deseje.
Pra mim escreveram;
pedindo: "não despeje..."


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