terça-feira, 14 de maio de 2013

Anya Lucya.

Se quisesse silêncio, todos calavam;
Se quisesse paz: quietos ficavam;
Nem sequer pedia, e todos a amavam;
Nunca ficava sozinha, dela não cansavam.

O tempo passou, e não foi fácil entender;
Ficou confusa, olhou ao redor: não tinha ninguém para ver;
Não, não é possível que vão me deixar sofrer!
Não é cabível que não venham me acolher.

Mas não vieram, e ela só podia gritar;
Gritava por alguém, mas ninguém vinha lhe confortar;
Nunca precisou pedir por atenção, agora tinha que implorar;
E a pobre menina só sabia chorar.

E com o tempo passando;
E tudo mudando;
A menina chorando;
E o mundo ignorando;

Foi assim que aconteceu:
Silêncio queria e não encontrou;
Paz procurava: também não achou;
Tentou ser amada, mais difícil, falhou;
Percebeu ser sozinha; e chorou...
[se matou]

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