sábado, 6 de outubro de 2012

Minhas verdades são mentiras.


13 de junho de 2012.
Preciso aprender a controlar minha sinceridade. Aprender a controlar minha língua (ou dedos). Aprender que não é tudo que posso dizer (ou escrever para outros). Que muitas vezes serei interpretada de forma errada. Que a verdade não é vista da mesma forma por todos. Muitas vezes serei incompreendida. Sinceridade machuca – tanto quem diz, quanto quem ouve. Não sei, ultimamente ando achando que machuca mais quem diz. Odeio ser mal compreendida, odeio ser subestimada, odeio não conseguir expressar as verdades como são. Minhas verdades absolutas machucam os outros, mas matam a mim. Minhas verdades absolutas nunca são cem por cento verdades, ou cem por cento absolutas. Minhas verdades absolutas quase nunca são verdades, e muito menos absolutas. Minhas verdades não são sequer minhas. Minhas verdades são mentiras, sendo assim. Não são minhas, não são verdades. O que são, o que sobra? Nada, vazio.

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